Terça-feira, Março 31, 2009
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VERGONHA: Paulo Costa dirige o Portimonense - Gil Vicente
7 comentários Publicado por guetov ás 19:49Paulo Costa, como todos os Portimonenses se devem lembrar, foi o responsável pela escandalosa arbitragem do Portimonense-Olhanense a contar para a 7ª Jornada da Liga Vitalis e de muito má memória...
Para além deste jogo que ditou a nossa derrota frente ao Olhanense, Paulo Costa, esta temporada, já esteve envolvido em várias arbitragens polémicas, nos quais os factores azar, distração ou infelicidade não explicam o que se passou dentro das quatros linhas!
Perguntamos agora, de que forma deverá Paulo Costa ser recebido em Portimão no próximo dia 5?
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Portimonense em força na Selecção do Algarve Sub-18 - Torneio das Regiões Turísticas do Atlântico
3 comentários Publicado por guetov ás 16:34LISTA DE CONVOCADOS:
Nº1 - José Luís Gomez Silva (GR) - Sporting Clube Farense
Nº2 - Raul Filipe Cavaco Curvelo (Defesa) - Sporting Clube Farense
Nº3 - João Filipe Baptista Mesquita (Defesa) - Internacional de Almancil
Nº4 - Ricardo Filipe Sabino Bartolomeu (Defesa) - Lusitano VRSA
Campo de Jogos: Campo Municipal Jorge Pulido (Las Coloradas)
Calendário de Jogos:
Segunda-Feira, 6 de Abril de 2009
Selecção da Andaluzia - Selecção da Madeira (10h00)
Selecção das Canárias - Selecção do Algarve (12h00)
Terça-Feira, 7 de Abril de 2009
Selecção da Madeira - Selecção do Algarve (10h00)
Selecção das Canárias - Selecção da Andaluzia (12h00)
Quinta-Feira, 9 de Abril de 2009
Selecção do Algarve - Selecção da Andaluzia (10h00)
Selecção das Canárias - Selecção da Madeira (12h00)
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Selecção Nacional Sub-17 : Fábio jogou os 90' minutos na sua Estreia!
5 comentários Publicado por Toy Marafado ás 02:55

A última jornada do Grupo 7 da Ronda de Elite foi disputada esta segunda-feira, na Hungria, tendo Portugal saído derrotado por 3-2, diante da sua congénere sérvia. A Inglaterra, que conseguiu um pleno de vitórias, carimbou a passagem à fase final do Campeonato da Europa Sub-17 Alemanha 2009.
Apesar da determinação dos Sub-17 lusos, que tinham como principal objectivo alcançar um bom resultado no derradeiro encontro do torneio, foi a Sérvia a primeira a adiantar-se no marcador, logo à passagem do nono minuto.
Já na segunda parte, os Sub-17 lusos entraram melhor na partida e conseguiram restabelecer a igualdade no marcador, através de David Viana. A Equipa das Quinas continuou a apostar no ataque, o que lhe valeu a vantagem ao minuto 54, quando Luís Gustavo apontou o segundo tento luso.
Quatro minutos volvidos, os sérvios voltaram a marcar, empatando a partida a duas bolas e aos 60 minutos de jogo passaram novamente para a frente do marcador, através de Nenad Lukic que estabeleceu o resultado final de 3-2.
Excesso de ansiedade
No final da partida, Edgar Borges apontou a ansiedade e o medo de errar como principais inimigos dos seus pupilos. "Nunca quisemos que se sentissem demasiado confiantes, nem demasiado responsáveis. No entanto, na minha opinião, o excesso de ansiedade e o desejo de fazer bem acabou por trair os jogadores em certas situações. Neste jogo, queríamos dar oportunidade a todos os atletas, mas acima de tudo ganhar e não conseguimos. A determinada altura, tivemos o jogo controlado, mas não conseguimos manter esse controlo e acabámos por perder".
Fazendo um balanço desta fase de apuramento, o Treinador Nacional acredita que ficou provado o equilíbrio do grupo. "Os resultados de cada jogo provam o equilíbrio do grupo. Sabíamos que todos os jogos seriam complicados e que os pormenores seriam fatais. Defrontámos uma equipa excelente, de grande maturidade e fisicamente forte, que soube aproveitar da melhor forma as nossas desatenções", concluiu.
FICHA DE JOGO
Jogo da 3ª Jornada do Grupo 7 da Ronda de Elite da UEFA.
Buk (Hungria).
Árbitro: Aleksander Gauzer (Cazaquistão).
Árbitros Assistentes: Yevgeniy Belskiy (Cazaquistão) Janos Medovarszki (Hungria).
4º Árbitro: Gergely Sulyok (Hungria).
PORTUGAL 2-3 SÉRVIA (0-1, ao intervalo).
Portugal: Pedro Cavadas, Ricardo Ferreira (João Amorim, 40'), Miguel Serôdio, Ruben Pinto (Tiago Romeira, 66'), William Carvalho (Kabi, 60'), Luís Gustavo, Luís Martins, David Viana, Afonso Taira, Fábio Nunes e Tiago Ribeiro.
Suplentes não utilizados: João Figueiredo, André Dias, Sérgio Oliveira e Filipe Barros.
Treinador: Edgar Borges.
Disciplina: Cartão amarelo a Tiago Ribeiro (55').
Golos: David Viana (47') e Luís Gustavo (54').
Sérvia: Marko Dmitrovic, Stevan Lukovic (Ivan Rogac, 77'), Stefan Radovanovic, Uros Cosic, Matija Nastasic, Nenad Grumic, Darko Brasanac, Aleksandar Simovic (Marko Petkovic, 74'), Filip Djuricic, Nenad Lukic e Nikola Trujic (Nikola Stoiljkovic, 80'+2').
Suplentes não utilizados: Jovan Krneta, Adnrej Mrkela, Vladimir Kovacevic e Nikola Dokic.
Treinador: Dusan Suljagic.
Disciplina: Nada a assinalar.
Golos: Nikola Trujic (9'), Darko Brasanac (58') e Nenad Lukic (60').
Parabéns Fábio pela tua participação numa competição a este nível.
Volta rápido pois precisamos de ti no Sábado para levarmos de vencida o Odivelas!
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Segunda-feira, Março 30, 2009
Oumar Tchomogo do S.O. Chambéry (2ª Divisão B de França) para a China
9 comentários Publicado por guetov ás 12:32

Oumar Tchomogo esteve desde 28/10/2008 a actuar no Stade Olympique Chambéry Football da 2ª Divisão B de França, onde ao que julgamos saber tinha assinado um contrato como amador.
Por esta equipa, Oumar Tchomogo participou em 10 jogos, marcou 1 golo e fez uma assistência para golo.
Mas segundo o site oficial do S.O. Chambéry, Oumar Tchomogo partiu no passado dia 3 de Março para a China.
Poderão ter acesso através dos seguintes links ao percurso e algumas fotos de Oumar Tchomogo, por acaso aquando da sua passagem pelo Portimonense e tiradas por nós:
http://www.soc-football.com/index.php?option=com_content&task=view&id=182&Itemid
http://www.soc-football.com/index.php?option=com_content&task=view&id=181&Itemid=67
http://www.soc-football.com/index.php?option=com_content&task=view&id=204&Itemid=67
Tentaremos saber em que clube chinês está actualmente Oumar Tchomogo a actuar.
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Narcisse Yameogo na vitória do Burkina Faso frente à Guiné-Conacri
4 comentários Publicado por guetov ás 10:46FICHA DO JOGO:
Estádio 4 de Agosto, em Ouagadougou.
Burkina Faso: Daouda Diakite, Mamadou Tall, Bakary Kone, Mahamoudou Kere, Moumouni Dagano, Alain Traore (Yssouf Kone, 78'), Jonathan Pitroipa (Wilfried Sanou, 72') Saidou Panandetiguiri, Patrick Zoundi (Narcisse Yameogo, 37'), Paul Koulibaly e Charles Kabore.
Suplentes não utilizados: Venceslas Kouassi, Florent Roumba, Alassane Ouedraogo e Mohamed Kabore.
Guiné-Conacri: Naby Yattara, Pascal Feindouno, Ibrahima Camara, Habib Jean Balde, Dianbobo Balde(Mamadou Diallo, 50'), Kamil Zayatte, Kévin Constant, Souleymane Youla (Karamoko Cisse, 65'), Mamadou Bah, Alhassane Keita e Oumar Kalabane.
Suplentes não utilizados: Kanfory Sylla, M Baye Camara, Alseny Camara, Kemoko Camara e Ismael Bangoura.
Marcadores: Mahamoudou Kere (23'), Alain Traore (29'), Moumouni Dagano (53' e 66'), Pascal Feindouno (61') e Kamil Zayatte (86').
Acção Disciplinar: Cartões Amarelos; Oumar Kalabane (16'), Mamadou Tall (37'), Dianbobo Balde (42') e Naby Yattara (52').
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Domingo, Março 29, 2009
Num jogo onde o vento foi adversário das duas formações, os alvinegros tentaram tirar proveito deste factor e não fosse o travessão da baliza estar no local errado, teriam os forasteiros inaugurado o marcador à passagem do minuto 35. Em resposta, o Casa Pia criou um par de situações perigosas, com os seus homens dianteiros a errar o alvo.
Mais Portimonense na 1ª parte, jogando um Futebol directo através de bolas longas. Um dos lances mais perigosos saíria dos pés do guarda-redes alvinegro Fábio Sapateiro, pontapé longo, com a bola a saltar frente ao guarda-redes da casa e quase a entrar na baliza.
Por volta do minuto 45, pontapé forte pela esquerda, a bola bate no braço de um defesa Casapiano, com o Juiz a nada assinalar.
Ao intervalo o empate era algo injusto, uma vez que o Portimonense foi a melhor equipa em campo.
Com a 2ª metade, mais vento, desta feita contra a baliza do Portimonense, com o Casa Pia a controlar os primeiros 15 minutos desta etapa. Face a esta condicionante, os alvinegros resolveram abordar o jogo de uma outra forma, previligiando a bola no pé. Numa fase em que o Portimonense se acercava da baliza adversária com algum perigo, Anderson resolveu tirar uma das suas jogadas individuais, muito comum neste atleta, depois de driblar dois adversários, "arrancou" um pontapé fortíssimo e bem colocado, que só parou no fundo das redes do Casa Pia.
Alcançado este objectivo, e ao contrário do que seria esperado, os visitados não reagiram ao tento sofrido, e o Portimonense ia criando situações de perigo no reduto defensivo dos homens da casa.
O golo do empate surgiu de grande penalidade, bem assinalada, com o defesa alvinegro a deixar o braço na trajectória da bola, lance a papel químico do ocorrido na área do Casa Pia na 1ª metade, mas desta vez o árbitro da partida viu!
Destaque para a excelente atitude dos Juniores Portimonenses.
O Prof. José Augusto, embora se tratásse de um jogo da Fase decisiva do Campeonato, lançou mais um Juvenil neste plantel, Tiago Fernandes, que entrou para o lugar de Farçolas a 5 minutos do final, algo perdido ainda, mas com muito empenho.
A este jovem, o Blog do Portimonense, deseja as maiores felicidades.
Força Juniores!
Rumo á Primeira!
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Classificação
INICIADOS "A"
Portimonense 3-1 Esperança de Lagos
Classificação
INICIADOS "B"
Alvorense 2-5 Portimonense
INFANTIS "A"
Portimonense 4-2 Quarteirense
Classifcação
INFANTIS "B"
Portimonense 2-0 Quarteirense
Classificação
ESCOLAS "A"
GD. Lagoa 2-5 Portimonense
Classificação
ESCOLAS "B"
Portimonense 5-2 CF. "Os Armacenenses"
Classificação
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Campeonato da 1ª Divisão Distrital AF. Algarve - FUTSAL - 18ª Jornada: CP. Stº Estêvão 2-2 Portimonense
3 comentários Publicado por Toy Marafado ás 02:14O Portimonense conseguiu, ontem à tarde, um importante empate no terreno de um adversário directo, o CP. Stº Estêvão.
Em jogo da 18ª Jornada, o Portimonense empatou 2-2 no terreno do Stº Estêvão.
Este resultado não permite ao Portimonense distanciar-se dos lugares perigosos da tabela, sendo que as 4 jornadas que faltam para o final da competição vão ser emocionantes.
A luta pela Manutenção está ao rubro e nós acreditamos na nossa equipa!
No próximo fim-de-semana, o Portimonense recebe o Inter-Vivos, virtual Campeão da prova e promovido à 3ª Divisão Nacional. Depois joga fora de portas com a Casa do Benfica de VRSA, recebe o "lanterna-vermelha" Padernense Clube e termina o Campeonato em Tavira, defrontando o Leões FC.


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Sábado, Março 28, 2009
A Equipa de Veteranos do Portimonense Sporting Clube venceu o Serpa por 2-1, em partida disputada esta tarde na vila alentejana.
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O actual Presidente do Portimonense, Fernando Rocha, admite recandidatar-se nas Eleições a realizar nos próximos meses, desfazendo as dúvidas que resultaram de uma Entrevista ao nosso Jornal.
"Disse que quem vier encontrará a casa melhor arrumada, pois terão lugar Eleições e os sócios poderão escolher quem desejarem, mas a nossa vontade é continuar o trabalho realizado, com o apoio das forças vivas do concelho. Está em marcha um projecto e queremos prossegui-lo", esclareceu.
PRESIDENTE DEFENDEU RUI PEDRO
Relativamente ao afastamento de Rui Pedro, jogador emprestado pelo FC. Porto ao Portimonense, da Selecção sub-21, Fernando Rocha disse: "Contará com todo o carinho dos responsáveis do clube, pois tem marcado a sua passagem pelo Portimonense por um comportamento exemplar". "Se algo de anormal aconteceu no Torneio da Madeira terá de ser resolvido pela FPF. O que ocorre nas Selecções não passa para a esfera do clube e esperamos que o Rui Pedro regresse em boas condições físicas e psicológicas", afirmou.
FONTE: Jornal "Record"
(edição de Ontem, 27 de Março de 2009)
O Portimonense iniciou hoje o Torneio Final de acesso ao escalão maior de Juniores.
Em Pina Manique, num terreno onde havia sido derrotado na 1ª Fase por 1-2, o Portimonense foi sempre a melhor equipa sobre o relvado, dispondo de um maior número de oportunidades de golo e exibindo um Futebol superior ao seu adversário.
O forte vento que se fez sentir ao longo de toda a partida condicionou o Futebol apresentado por ambas as equipas, no entanto o Portimonense foi a equipa mais esclarecida.
Não podendo contar com o contributo de Fábio Nunes, devido a este estar ao serviço da Selecção de sub-17, o Prof. José Augusto apresentou um 11 muito próximo daquele que jogou grande parte da 1ª Fase.
O Portimonense alinhou com:
Fábio Sapateiro; Tomás, Pi, Miranda e Bruno Pacheco; Raposo, Vítor Gonçalves, Farçolas, Hernâni, Tony e Anderson.
O marcador só funcionaria na 2ª metade da partida.
Anderson, em excelente jogada individual, colocaria o Portimonense a vencer.
O Casa Pia, que poucas vezes logrou chegar com perigo à baliza de Sapateiro, conseguiria o empate na conversão de uma grande penalidade indiscutível, a punir mão de Miranda na área.
Embora a vitória tenha estado perfeitamente ao alcance do Portimonense, este empate não deixa de ser um resultado positivo. Vencer os jogos a disputar intramuros bastará para assegurar um dos dois primeiros lugares que dão acesso à 1ª Divisão.
No próximo sábado, o Portimonense recebe o Odivelas, num jogo que promete ser emocionante. O Odivelas venceu os madeirenses do Câmara de Lobos por 3-1 na ronda inaugural.
Mais tarde o colaborador do Blog do Portimonense, Paulo Henriques, fará a crónica e a respectiva fotoreportagem.
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JUNIORES INICIAM HOJE CAMINHADA PARA A 1ª DIVISÃO!
6 comentários Publicado por Toy Marafado ás 09:03
Hoje, ás 15 horas, todos os caminhos vão dar a Pina Manique, onde a nossa equipa de Juniores inicia o Torneio Final de acesso à 1ª Divisão Nacional.
O Portimonense defronta o Casa Pia, depois de ter sido derrotado por 1-2 neste mesmo terreno na 1ª Fase.
Começar com o pé direito é essencial para reforçar as esperanças de na próxima temporada os nossos Juniores estarem novamente entre os melhores.
Independentemente das diferentes opiniões que possamos ter acerca do Futebol de Formação no Portimonense, vamos Todos, sem excepções, apoiar os nossos Juniores. Eles merecem!
FORÇA PORTIMONENSE!
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SUB-14 MASCULINOS
FINAL DA TAÇA DO ALGARVE
SAMBRAZENSE 50–45 PORTIMONENSE
PAV. DO QUARTEIRA
SUB-18 MASCULINOS
PORTIMONENSE 56-66 SIMEQ
SUB-18 MASCULINOS
PORTIMONENSE 74-86 MARIA PIA
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Sexta-feira, Março 27, 2009
Fábio Nunes voltou a ser suplente no dia em que Portugal venceu mas disse adeus ao Europeu...
7 comentários Publicado por guetov ás 20:43Sabendo de antemão que não poderiam marcar presença na fase final do Europeu, os Sub-17 lusos não baixaram os braços e entraram no jogo determinados a fazer uma boa exibição. No entanto, do outro lado, estava uma equipa que ainda sonhava com o apuramento, o que dificultava a tarefa lusa.
Tal jogo de forças acabou por se reflectir no marcador, que manteve o nulo durante toda a primeira parte. Aos 48 minutos, Filipe Barros conseguiu impor-se na defensiva húngara e marcou o primeiro e único golo do encontro.
Apesar das oportunidades criadas pela Equipa das Quinas, a vantagem mínima manteve-se até ao apito final.
Classe e dignidade
No final do encontro, Edgar Borges considerou esta partida como uma das mais difíceis do grupo de trabalho. "O estado de espírito dos meus jogadores era o pior, porque sabiam de antemão que não poderiam apurar-se. O factor psicológico determina muitas coisas e, neste caso, era fundamental que os jogadores não se deixassem afectar pelo facto de não alcançarem o que, durante tanto tempo, pensaram ser possível. Para além, disso, defrontámos uma equipa que ainda acreditava no apuramento e por isso mesmo se debateu da melhor forma", afirmou ao fpf.pt.
O Treinador Nacional diz-se satisfeito com o comportamento global dos atletas e, principalmente, orgulhoso com a dignidade e classe evidenciada neste encontro. "Os jogadores estavam muito desanimados de início, mas não perderam a dignidade e souberam apresentar-se em campo com a maior das classes. Estou muito orgulhoso deles, porque souberam ultrapassar as dificuldades e brindar-nos com um bom jogo".
Ficha do Jogo
Jogo da 2ª Jornada do Grupo 7 da Ronda de Elite da UEFA.
Rohonci Út, Szombathely (Hungria).
Árbitro: Aleksander Gauzer (Cazaquistão).
Árbitros Assistentes: Yevgeniy Belskiy (Cazaquistão) Svein Inge Wiken (Noruega).
4º Árbitro: Tom Harald Hagen (Noruega).
PORTUGAL 1-0 HUNGRIA (0-0, ao intervalo).
Portugal: João Figueiredo, João Amorim, Ricardo Ferreira, Miguel Serôdio, André Dias, Sérgio Oliveira (Kabi, 56') , Ruben Pinto (Tiago Romeira, 79'), Filipe Barros (David Viana, 74’) , William Carvalho, Luís Gustavo e Afonso Taira.
Suplentes não utilizados: Tiago Ribeiro, Pedro Cavadas, Luís Martins e Fábio Nunes.
Treinador: Edgar Borges.
Disciplina: Cartão amarelo a Sérgio Oliveira (20').
Golos: Filipe Barros (48').
Hungria: Robert Ambrusics, Krisztian Tar (Lajos Toth, 64'), Kenneth Otigba, Mark Farkas, David Kelemen, Armand Nagy, Norbert Angyal, Bence Gyurjan, Milan Kalasz, Csaba Ponczok e Matyas Magos.
Suplentes não utilizados: Maté Skriba, Istvan Kovacs, Botond Barath, Peter Nacsa, Zsolt Tobias e Balint Nagy.
Treinador: Wilco Van Buren.
Disciplina: Cartão amarelo a Bence Gyurjan (70').
Golos: Nada a assinalar.
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Quinta-feira, Março 26, 2009
Na preparação para a recepção ao Gil Vicente, agendada apenas para 5 de Abril, Lito Vidigal já tem duas baixas confirmadas para esta importante partida.
O central argentino Leo Tambussi, expulso na última jornada da Liga Vitalis, em Olhão, cumpre 1 jogo de suspensão.
O avançado Philco, emprestado pelo Sporting de Braga, continua de fora das opções, tudo indicando que não voltará a vestir a camisola do Portimonense. O jovem brasileiro, tido como uma grande aposta no início da temporada, padece de uma lesão meniscal (joelho) e, ao que tudo indica, será sujeito a uma intervenção cirúrgica, pelo que não recuperará a tempo de voltar a actuar esta temporada.
Philco teve assim uma passagem pelo Portimonense muito aquém do esperado. Na sua estreia, diante do Varzim, saltou do banco e marcou um golo importantíssimo na vitória por 2-1. Depois, os constantes problemas fisícos de que padeceu marcaram o seu desempenho em Portimão. Actuou em apenas 9 jogos (8 na Vitalis e 1 na Taça da Liga), todos incompletos, num total de 233 minutos jogados. Pouco para um jogador em quem os Portimonenses depositavam grandes esperanças! Preocupante o fraco rendimento de algumas das contratações. Asís, Philco, Henrique, Paulo Ribeiro...
Em sentido inverso, o brasileiro Roberto Britto regressa ao lote dos disponíveis, depois de um longo período afastado devido a uma cirurgia para debelar duas hérnias inguinais. Um regresso que se saúda!
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Aparentemente, a notícia veiculada pelo Jornal "O Jogo", que falava de um eventual "blackout" do Portimonense, não corresponde à realidade.
Os jogadores do Portimonense não vão prestar declarações nos próximos dias "numa atitude tomada por eles próprios, de forma a se concentrarem melhor nos próximos compromissos", diz o Presidente Fernando Rocha.
"Não há nenhum blackout nem a Direcção do Portimonense tomou medidas nesse sentido", afirmou o Presidente alvinegro.
O plantel do Portimonense procura acima de tudo concentrar-se nos importantes confrontos que se avizinham, uma vez que os jogos ganham-se no relvado e não nos Jornais!
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Selecção Distrital do Algarve Sub-18 - Portimonense em peso no lote final de convocados!
2 comentários Publicado por guetov ás 22:38Torneio das Regiões Turísticas do Atlântico (Ilhas Canárias, 6 a 9 de Abril de 2009)
Depois de vários meses de preparação, de um lote inicial de 45 jogadores, o Prof. Pedro Moreira escolheu os 18 que representarão a Selecção Distrital do Algarve Sub-18. O Portimonense conseguiu colocar 4 atletas no lote final final de convocados, que por aquilo que já observámos no decorrer dos treinos de preparação, poderão estar no onze inicial.
O Blog do Portimonense deseja que tudo corra de feição ao Raposo, ao Bruno, ao Farçolas e ao Fabinho!
LISTA DE CONVOCADOS:
Sp. Farense - José Silva, Raul Curvelo, Carlos Silva e Jorge Vale
Portimonense - Pedro Raposo, Bruno Pacheco, Pedro Rodrigues "Farçolas" e Fábio Nunes "Fabinho".
Internacional de Almancil - João Mesquita e David Silva
Ginásio de Tavira - Sérgio Viegas
Lusitano VRSA - Ricardo Bartolomeu
Olhanense - Tiago Salgado
Louletano - João Reis
Esperança de Lagos - João Almeida
São Luís - João Neves
GD. Lagoa - Mulai Baldé
U. Messinense - André Sustelo
Estes jogadores deverão comparecer no próximo dia 01/04/2009 (4ª Feira), na Sede da Associação de Futebol do Algarve, pelas 13h45.
Treino às 15 horas no Campo do Complexo Desportivo da Penha, Faro (Relva Sintética)
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A Seleção de Cabo Verde venceu a sua congénere angolana, por 1-0, num particular disputado ontem no Estádio José Arcanjo, em Olhão. O único golo do encontro foi marcado pelo avançado Dady, ex-Belenenses e actualmente no Osasuna (Espanha), aos 33 minutos, na transformação de uma grande penalidade.
Nilson do Portimonense estreou-se como Internacional, jogando os últimos 11 minutos da partida. A este jovem formado no Portimonense, o Blog do Portimonense dá os parabéns, esperando vê-lo mais vezes a jogar no nosso clube, pois qualidades não lhe faltam!
Ficha do Jogo:
Local: Estádio José Arcanjo (Olhão)
Angola: Capoco; Airosa, Kali, Loco, Amaro (Yamba Asha, 72'), Dedé, Chara, David (Love, 46'), Mateus, Mantorras (Santana, 62') e Zé Kalanga.
Cabo Verde: Fock, Ricardo Silva, Pelé (Devon, 72'), Nhambu (Adão, 84'), Nilton Tavares Nilson (Nilson de Barros, 79'), Varela, Dário, Marco Soares, Babanco (Gerson, 74'), Dady (Tchesco, 88') e Lito (Cadú, 91').
Acção disciplinar: amarelos para Zé Kalanga e Santana.
Marcador: Dady (32').
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Novo Estádio concluído em 2011
OBRAS VÃO ARRANCAR NOS PRÓXIMOS DIAS
As obras de construção do novo Estádio Municipal de Portimão vão ter início nos próximos dias, com a vedação da zona abrangida pelo projeto e as primeiras terraplanagens, e em 2011, dentro de dois anos, o recinto deverá ser inaugurado.
"Trata-se de uma obra de grande importância para o clube, para a cidade e para a região e que nos trará mais força e maior dinâmica", reconhece o Presidente do Portimonense, Fernando Rocha.
O futuro recinto insere-se num complexo desportivo que incluirá ainda uma piscina olímpica e um pavilhão, com os custos estimados destes equipamentos a apontarem para 30 milhões de euros.
"A cidade está carenciada de estruturas de qualidade, pois o atual Estádio há muito não responde às necessidades", sustenta Fernando Rocha, que alerta para a necessidade de surgir, em Portimão, "um projeto desportivo compatível com os equipamentos previstos".
A Direção do Portimonense "tem vindo a arrumar a casa, num quadro de reconhecidas dificuldades, e vamos concluir o mandato numa situação muito melhor que a encontrada no início deste trabalho. Quem nos suceder terá todas as condições para subir a fasquia da ambição desportiva".
FONTE: Jornal "Record"
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Os jogadores do Portimonense estão impedidos de falar com a Comunicação Social até ordem contrária dos dirigentes do emblema algarvio.
Segundo os responsáveis alvinegros, "a equipa está num momento de reflexão", algo que terá a ver com os resultados menos bons registados nos últimos jogos da Liga Vitalis, somando já quatro jogos sem triunfos e actualmente a quatro pontos da descida.
Philco e Raphael Freitas têm treinado condicionados, mas deverão estar aptos para o próximo jogo com o Gil Vicente.
FONTE: Tiago Griff in Jornal "O JOGO"
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Quarta-feira, Março 25, 2009
Selecção Nacional Sub-17 - Fábio Nunes foi suplente não utilizado
0 comentários Publicado por guetov ás 19:31De forma muito equilibrada e disputada, as duas formações foram construindo várias jogadas de ataque, durante toda a primeira parte do encontro. No entanto, chegaram ao intervalo com um nulo no marcador.
Fruto de um remate certeiro e inesperado, a Inglaterra conseguiu chegar à vantagem à passagem do minuto 57, através de Luke Freeman. Os Sub-17 lusos tentaram reagir, chegando por diversas vezes com perigo à baliza britânica. Porém, os ingleses acabaram por gerir da melhor forma a vantagem alcançada, conquistando os primeiros três pontos do torneio.
Manter a ambição
Apesar do resultado, Edgar Borges destacou a excelente organização defensiva da equipa e mostrou-se satisfeito com a atitude dos jogadores em campo. "Os nossos jogadores lutaram, foram dignos e disputaram o jogo até ao último minuto, mas a Inglaterra acabou por ser mais feliz. Sabíamos, desde início, que quem cometesse um erro, por mais insignificante que fosse, poderia perder, por isso não foi por excesso de confiança que perdemos. A organização defensiva desta equipa foi excelente, mas a Inglaterra foi feliz num lance e conseguiu vencer o encontro", disse Edgar Borges, no final do jogo.
Depois desta derrota inaugural, o Treinador Nacional espera que os jogadores sejam capazes de manter a ambição e que continuem a acreditar no apuramento. "Temos de seguir com a cabeça levantada e com a mesma ambição. Vamos tentar minimizar os efeitos desta primeira derrota e não desanimar. Sabemos que temos de ganhar os próximos jogos e esperar por um deslize da Inglaterra, mas não podemos desistir do sonho".
Ficha do Jogo
Jogo da 1ª Jornada do Grupo 7 da Ronda de Elite da UEFA.
Buk (Hungria).
Árbitro: Georgios Daloukas (Grécia).
Árbitros Assistentes: Christos Akrivos (Grécia) e Janos Medovarszki (Hungria).
4º Árbitro: Gergely Sulyok (Hungria).
PORTUGAL 0-1 INGLATERRA (0-0, ao intervalo).
PORTUGAL: João Figueiredo, João Amorim, Ricardo Ferreira, Miguel Serôdio, André Dias (Tiago Ribeiro, 80’), Sérgio Oliveira (Luís Gustavo, 70’), Kabi (David Viana, 70’), Ruben Pinto (cap.), Filipe Barros, William Carvalho e Afonso Taira.
Suplentes não utilizados: Pedro Cavadas, Luís Martins, Fábio Nunes e Tiago Romeira.
Treinador: Edgar Borges.
Disciplina: Nada a assinalar.
Golos: Nada a assinalar.
INGLATERRA: Jed Steer, James Hurst, Luke Garbutt (Benik Afobe, 75’), Gary Gardner, Louis Lane, Thomas Parkes, Jonjo Shelvey, Jose Baxter, Luke Freeman (Sam Haberham, 75’), John Bostock e Lateef Alli.
Suplentes não utilizados: Sam Johnstone, Thomas Ince, Joshua McEachran e Jacob Halcott.
Treinador: John Peacock.
Disciplina: Cartão amarelo exibido a Jose Baxter (49’) e a Luke Garbutt (51’).
Golos: Luke Freeman (57’).
Portugal volta a treinar já na próxima 5ª feira (26 de Março), pelas 17h00.
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No decorrer do 17º Curso de Formação de Treinadores da UEFA, que decorreu em Portugal, em Abril de 2008, foram referidas as seguintes situações:
Técnicos Qualificados
Era importante fugir da atitude de que "qualquer um pode ser treinador", em favor de produzir treinadores qualificados para formarem futebolistas aos níveis mais variados de competição. Foi pedido que os treinadores de elite disseminassem os méritos da valia de treinar. O declínio do futebol de rua levou a que tivessem de ser criadas as devidas estruturas e que fossem necessários treinos de maior qualidade para os mais jovens, com a tónica a ir para a recreação dos jogadores nas idades mais jovens, em vez da implementação de uma mentalidade de "ganhar a todo o custo".
Contributo importante
"Vocês contribuem para o desenvolvimento da modalidade e dos treinadores, estejam estes a trabalhar com jovens Sub-12, juniores, amadores ou jogadores profissionais", afirmou o director-técnico da UEFA, Andy Roxburgh, à audiência presente na sessão de encerramento do evento que decorreu em Cascais. "Contribuem também para o desenvolvimento da profissão de treinador porque, em alguns quadrantes, esta não é vista como uma profissão genuína", acrescentou.
O treino como profissão
E prosseguiu: "Penso que é parte do nosso trabalho, e dos nossos colegas que trabalham na linha da frente profissional, promover a ideia de que esta profissão tem de ser reconhecida da mesma forma que um professor ou um médico, porque existe treino profissional, que passa por uma fase de aprendizagem, exige qualificações e é alvo de contratos valorosos".
Ao consultar o excelente site Academia de Talentos, encontrei alguns artigos que de certeza absoluta serão lidos com muita atenção por todos aqueles que se interessam pela Formação.
Treino dos Jovens
Treinar crianças e jovens é uma actividade extremamente interessante, mas atribui a todos os que a acompanham, organizam e dirigem, em particular ao treinador uma grande responsabilidade, face à sociedade, mas essencialmente face ao próprio praticante pois treinar jovens poderá ser também um risco e, tanto maior é o risco quanto mais impreparados, os intervenientes no processo estiverem.
Tal como diz Tony Byrne "Em si mesmo o desporto não é bom nem mau. Os efeitos positivos e negativos associados ao desporto não resultam da participação em si, mas da natureza da experiência vivida. Frequentemente, chegamos à conclusão que um elemento importante da determinação da natureza daquela experiência é a qualidade da liderança dos adultos que a dirigem."
Parece-nos claro que nada se deve fazer sem um planeamento prévio, e este aspecto ganha ainda mais importância quando estamos a falar de jovens que ainda estão a ser educados/formados. Assim sendo, devemos elaborar um plano pedagógico e metodológico, devidamente estruturado, onde devemos definir, os meios, métodos e estratégias de actuação neste processo de ensino-aprendizagem.
Hoje em dia é claro, para a maioria das pessoas, que a formação, seja ela desportiva ou não, das crianças e jovens, deve ser, substancialmente diferente da dos adultos. Mais do que isto, é sabido que a formação e preparação da criança e do jovem deve respeitar as etapas de crescimento e maturação das estruturas e funções do indivíduo, ou seja, do seu desenvolvimento biológico. Desta forma é necessário que a prática desportiva estimule o processo de desenvolvimento, evitando as situações que o possam prejudicar.
Assim, a escolha dos treinadores adequados às necessidades dos jovens atletas, destaca-se como uma das primeiras preocupações que qualquer clube deve ter. Um bom treinador na área do treino de jovens, deve ter a clara noção que a sua actividade não se limitará a preparar e transmitir o treino. Ele desempenhará uma função de grande impacto social, educativo, formativo e desportivo, pois os jovens aprendem a maior parte dos seus comportamentos e atitudes, estruturando a sua personalidade sobretudo pela acção que os adultos lhes proporcionam. Neste contexto de treino de jovens, referindo-me em particular aos treinadores, parece-me essencial reunir, pelo menos, sete domínios importantes que irei passar a enumerar:
- Bom senso.
- Formação específica na modalidade.
- Formação no terreno.
- Formação académica.
- Experiência e talento na condução de grupos.
- Experiência de jogo como jogador.
- Sentimentos de satisfação pela actividade desenvolvida.
O bom senso deve ser a base de trabalho, quer no futebol, quer em qualquer outra actividade a exercer. Qualquer pessoa tem noção que gerir o nosso dia-a-dia, requer uma boa dose de bom senso. Temos de saber "ver e ler" as situações e se necessário alterar o rumo dos acontecimentos sempre que se justifique.
Quanto à formação específica na modalidade, entendo que o estudo constante dos conteúdos específicos do futebol permite uma melhor adequação aos diversos contextos onde estamos inseridos. Temos de sentir a necessidade de alargar os nossos horizontes e aprender mais, porque é disso que necessitamos quando somos chamados a resolver problemas.
Quando falo de formação no terreno, estou a referir-me à capacidade de planear, executar, analisar, criticar e avaliar todo o processo de ensino-aprendizagem. O treinador deve questionar constantemente o seu trabalho, procurando sempre saber onde e como pode melhorar. Deve questionar constantemente a qualidade e os efeitos da sua intervenção, do conhecimento que tem da modalidade, verificando se esse conhecimento ainda se mantém válido e actualizado, avaliando igualmente as relações afectivas que se estabelecem.
Relativamente à formação académica, é importantíssimo ter sempre presente a percepção e domínio de todas as componentes inerentes à prática desportiva, ou seja, ter sempre presentes os conhecimentos adquiridos e actualizados sobre diversas áreas das quais destaco, a fisiologia do esforço, pedagogia do desporto, psicologia desportiva, metodologia do treino, entre outras.
Considero a experiência e o talento na condução de grupos como uma valência importante. O treinador deverá possuir traços de personalidade que lhe permitam exercer vários tipos de liderança, isto é, o técnico deve transformar, se necessário, a sua personalidade, adaptando-a a cada momento. O mais crucial é a gestão dos recursos humanos ao nosso dispor. É importante ter uma personalidade forte e tentar impô-la, sem, no entanto, criar medos nos jovens.
A experiência como jogador, não sendo de transcendente importância é, no meu entender, muito útil e rica no prever, identificar e antecipar de situações que podem ocorrer no treino e no jogo. É o chamado "feeling" que a vivência de inúmeras situações traz.
Se a tudo o que anteriormente foi referido, acrescentarmos os sentimentos de satisfação pela actividade desenvolvida com crianças e jovens, então teremos a garantia de sucesso.
Para finalizar, deixo a opinião de Marcelo Lippi, "Treinar jovens é uma missão. Pelo menos era como eu o sentia e é isso que quero dizer aos que treinam jovens futebolistas, treinar jovens não deve ser encarado como um ponto de passagem na carreira".
Texto de Ricardo Damas, 25/4/2008
O Perfil do Treinador de Jovens
Formar jovens futebolistas é uma actividade pedagógica aliciante e atractiva, que exige por parte de todos os que a dirigem, uma qualificação adequada e um elevado sentido de responsabilidade para com o praticante, o sistema desportivo e a sociedade (Pacheco, 2001; Urbano, 2007).
A etapa mais importante de querer ser treinador começa quando por si próprio descobre e fica convencido de que tem de melhorar a qualidade e a eficácia da sua formação. (...)
Ser treinador surge como um projecto pessoal a quem gosta da modalidade e se sente vocacionado para ensinar e treinar os outros para jogar, que se consolida quando se começa a perguntar a si próprio quais os objectivos do seu trabalho e todos os porquês sobre o que deve fazer (o que fazer, como fazer, quando fazer, por que fazer, se fizer isto o que acontece) para que esses objectivos coincidam com as aspirações dos jogadores (Araújo, 1998).
Há a necessidade de conhecer o que se faz, a forma como se faz, e porque que se deve fazer (Lima, 2000; Neto, 2006).
Sendo assim, o receio que provoca a incerteza do desconhecido nunca deve ser maior do que a vontade de nos adaptarmos às novas realidades com que vamos deparando no mundo que nos rodeia e, portanto, importa que tenhamos uma única certeza e aceitemos um enorme desafio. (...)
A certeza de que não devemos ser meros aplicadores das receitas e das modas da época e o desafio de estarmos à altura de mudarmos nós próprios, para que haja mudança (Araújo, 1997).
Todos os treinadores podem melhorar as suas capacidades, pois, para Mata (2001), uma das características que distinguem os bons treinadores é a sua sede de novos conhecimentos e o seu esforço para se tornarem melhores. Na medida em que, esse esforço pessoal é um dos factores que os treinadores têm sob o seu controlo, que deverá ser orientado no sentido de criar oportunidades para que os jovens praticantes aprendam os elementos básicos da modalidade. Devem procurar a informação, encontrar os melhores interlocutores e a melhor maneira de recolher e arquivar os materiais de que necessitam (Robertson, 1998).
Pois, o verdadeiro "segredo" dos treinadores com sucesso reside em saberem criar para si próprios um espaço de saber e de intervenção que os diferenciem dos jogadores e dos dirigentes, onde as competências e os ganhos de uns não devem nem podem ser perspectivados como incompetências ou perdas dos outros (Araújo, 1998).
O treinador deve procurar uma formação contínua, baseada na experimentação e investigação (constante busca do saber) (Ramos, 1999; Lima, 2000; Mata, 2001; Neto, 2007). Não poderá continuar a ser o ex-praticante ou o praticante em final de carreira, que sem formação específica é convidado para treinar os jovens, como recompensa pelos muitos anos de dedicação ao seu clube, e que se limita a aplicar a sua experiência de antigo atleta e a organizar e dirigir sessões de treino (Lima, 2000; Pacheco, 2001; Urbano, 2007).
"Ser treinador exige um conhecimento multidisciplinar e requer experiências que ultrapassam as aquisições de uma carreira de atleta" (Araújo, 1994, p. 37).
Para ser treinador, não é suficiente ter praticado a modalidade, independente do nível a que chegou. O conhecimento adquirido por essa via não é suficiente para uma liderança efectiva, particularmente numa área como a do desporto, em que a informação precisa de ser aplicada em situações muito concretas e práticas, normalmente sob a pressão do tempo e sujeita a uma permanente avaliação pelos outros (Robertson, 1998).
A experiência do atleta é importante mas, para além da lógica do jogo e dos seus elementos, torna-se fundamental dominar a lógica pedagógica do ensino (Araújo, 1997).
Como exemplo disso, Araújo (1998, p. 153) afirma que, "ser treinador como a função de facto lhe exigiu requereu conhecimentos e competências que ultrapassaram em muito as aquisições da carreira que teve enquanto atleta".
O treinador necessita de aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver na sociedade desportiva, aprender a ser treinador e aprender a saber estar no universo da sua modalidade e do desporto em geral (Araújo, 1998).
Será um bom treinador, quem tenha condições inatas para o ser, e o que em toda a vida esteja disposto a aprender e a aperfeiçoar-se, assim como fazem os grandes desportistas, pois treinar e fazer treinar é uma tarefa difícil e muito complexa (Ruiz, 1998, citado por Pacheco, 2001; Urbano, 2007).
Desta forma, na preparação dos jovens, devem estar treinadores qualificados, que gostem de trabalhar e que consigam estabelecer uma boa relação com os jovens, que sejam conhecedores das suas diferentes fases de desenvolvimento e que conheçam os meios e os métodos mais adequados para o desenvolvimento integral dos jovens, das prioridades da sua intervenção, ou seja, possuidores de uma filosofia de trabalho (Figura 1) ao serviço dos interesses e das necessidades dos praticantes mais jovens (Adelino et al., 1999; Pacheco, 2001).
O treinador, para além dos seus conhecimentos técnico-científicos, tem de ter um outro conjunto de competências, de mais difícil aquisição, ou seja, capacidade de liderança, para que os seus atletas acreditem nele e o sigam empenhadamente; bom relacionamento com os atletas, o que implica ser justo e coerente; cultura e conhecimento dos problemas da juventude de hoje, para poder dialogar e compreender os seus atletas e fundamentalmente acreditar no trabalho que está a realizar (Da Silva, 1998).
Pois, "a competência não se mede pela actividade física no banco, mas pela agilidade mental, a qualidade do treino e a capacidade de liderança" (Águas, s.d., citado por Neto, 2007).
O treinador, de acordo com Mata (2001, p. 1), deve ser uma "personagem capaz de elevar efectivamente as capacidades e competências humanas dos jogadores, ao seu mais alto nível de rendimento, materializando as expectativas das equipas, por um lado, e as ambições e sonhos dos jogadores com quem trabalha. Assim, o treinador deve:
- Ser uma pessoa aberta e arguta;
- Ter uma visão criativa, global e dinâmica;
- Ser uma pessoa com um profundo conhecimento do jogo, a todos os níveis;
- Ter um profundo conhecimento do treino (treino que deve atender ou ser feito de acordo com a estratégia da equipa e o nível de rendimento dos jogadores);- Possuir uma cultura geral e específica (conhecimentos interdisciplinares - não se limitar ao Futebol);- Ter uma intervenção formativa junto dos jogadores - deixar marcas positivas nas suas vidas (ser uma referência);
- Ser líder;
- Ser capaz de transmitir um ambiente de confiança e mútuo respeito".
No entanto, cada treinador deve actuar de acordo com as suas características e limitações, sem nunca esquecer a responsabilidade que lhe está atribuída quanto à formação social e emocional dos atletas com quem trabalha e à melhoria gradual destes, no âmbito dos conhecimentos relativos à modalidade a que se dedicam (Araújo, 1994).
Segundo Araújo (1998), cada treinador, sem invalidar a aprendizagem decorrente da observação e análise dos comportamentos dos restantes treinadores, deve actuar de acordo com a sua individualidade, as suas características e limitações, modelando as suas intervenções relativamente à forma de ser e estar mais cómoda e eficaz para si e para o seu trabalho.
Pois, "não existem treinadores ideais, muito menos um perfil único de treinador. O treinador tipo "super-homem" de banda desenhada, "que sabe tudo" e "nada o perturba", "homem sem defeitos" e comportamentos sociais e desportivos sempre irrepreensivelmente modelares, não passa de um produto imaginário criado e alimentado por enquadramentos sociodesportivos alienatórios da realidade" (Araújo, 1998, p. 154).
O treinador é um ser humano sujeito aos problemas e dificuldades de qualquer cidadão e que, como qualquer outro, tem naturais necessidades de realização pessoal, de auto-estima e de pertencer a um grupo profissional socialmente dignificado. Não sendo "super-homem", errará como qualquer humano, devendo no entanto cuidar o mais possível para que tais erros não se repitam para além do que possa ser minimamente justificado, para isso deve possuir uma sólida cultura desportiva, e preocupar-se com a sua autoformação cultural (Araújo, 1998).
Um bom Treinador, não tem que ter sempre resposta e situações para tudo. Ninguém, seja em que domínio científico for, tem resposta para tudo. O Treinador eficaz é aquele que está aberto a todas as opções possíveis de forma a responder apropriadamente nas diferentes situações e problemas com que se confronta a competição. Ao reconhecer que não sabe tudo ou não conhece tudo, o treinador está a ser verdadeiramente humano (Neto, 2007).
Porém, o maior erro é ignorar os erros, já que os melhores são aqueles que erram menos vezes; o erro não deverá ser um inimigo do treinador, mas sim um elemento que o vai ajudar a corrigir os seus próprios erros, bem como os erros da sua própria equipa (Pacheco, 2001).
Desta forma, para Robertson (1998), os treinadores deverão ser pessoas intelectualmente abertas e suficientemente maduras para verem os próprios erros, na mesma perspectiva como encaram os erros dos praticantes, ou seja, como experiências positivas do processo de aprendizagem. Devem aceitar a crítica e o "feedback" como fontes da sua própria aprendizagem (Urbano, 2007).
O errar, por muito humano que seja que tal aconteça, é algo que os treinadores procuram evitar através de uma cada vez maior e melhor autopreparação e responsabilização na sua carreira (Araújo, 1998).
Uma das características dos bons treinadores é o desejo e a capacidade permanente de se actualizarem, de saber sempre mais, o que passa por uma formação contínua, através da participação em debates e colóquios de treinadores, da leitura de revistas da especialidade, da observação e na troca de experiências de métodos de treino (Pacheco, 2001).
De acordo com Cruyff (2002, citado por Antão, 2006, p. 69), "devemos estar sempre dispostos a aprender coisas de outros".
Ser bom treinador é um conjunto de pequenas coisas e comportamentos que vão sendo aprendidas através da experiência e treinadas através duma formação adequada (Neto, 2007).
Por isso, o treinador deve actualizar-se constantemente perante os sofisticados métodos e tecnologias de treino a utilizar (Araújo, 1998).
"Ser treinador subentende um constante interesse pela inovação científica, pedagógica e cultural e a recusa permanente de atitudes seguidistas ou subservientes" (Araújo, 1997).
Desta forma, aqueles que estão permanentemente a procurar melhorar, serão os treinadores que vão desenvolver competências capazes de os levar a realizar acções do treino e da competição de que os seus praticantes vão beneficiar (Vale, 2008).
Sendo assim, Mata (2001) afirma, que ao nível da sua formação técnica deve pautar-se por uma permanente actualização de conhecimentos:
- Novos conceitos e metodologias;
- Informática (recolha de dados);
- Conhecimento de fisiologia (gestão do esforço), anatomia, psicologia, etc.
Para Araújo (1998), ser treinador implica um saber estar e um saber ser muito além dos necessários conhecimentos técnico-tácticos da modalidade respectiva. A coerência e solidez da carreira do treinador dependem, fundamentalmente, da sua bagagem como motivador dos jogadores que integram as equipas que orienta e dirige. (...)
É o saber estar que vai exigir a sua preparação como motivador. Essa preparação é, com efeito, uma exigência quando atendemos a que cada jogador tem uma personalidade própria e tem direito à diferença. Este saber estar corresponde a um processo de valorização que se inicia quando, por si próprio, entende a necessidade de proceder à sua auto-avaliação de um modo constante, consciente e responsável. (...)
O saber ser treinador, é um saber que se constrói a partir do momento em que se toma a decisão de querer conhecer o mais possível sobre a modalidade com a finalidade de transmitir aos jogadores todos os conhecimentos que contribuem para a valorização progressiva das respectivas prestações competitivas e o desenvolvimento da personalidade individual de cada um deles.
Para isso, segundo Araújo (1994, p. 40) "ser treinador exige qualidades imprescindíveis, tais como:
- Saber/conhecimento;
- Habilidade para ensinar (têm de ser capazes de transmitir os seus conhecimentos, pois não basta saber, é preciso saber ensinar);
- Qualidades próprias (ser leal para o grupo de trabalho, liderar todas as suas actividades, ser natural e actuar de acordo com as suas convicções);
- Trabalhar em equipa;
- Criar clima de sucesso (entusiasmo, dedicação, responsável, criativo)".
O treinador tem de ter um conjunto de qualidades pessoais, tais como: qualidades de liderança, apaixonado e entusiasta pelo jogo, organizado, paciente, energético, exigente, humilde, prático, amigo, sério e comunicativo, bem como qualidades profissionais, tais como: ter jogado futebol, pedagogo do futebol, construtor do grupo e da sua dinâmica, conhecimento das capacidades físicas e de fisiologia, especialista em jovens e um bom scout (Campbell, 1998; Mata, 2001; Castro, 2008).
"Saber treinar, aprende-se... à custa de uma aprendizagem que se processa todos os dias e que se enriquece com todos os acontecimentos desportivos, culturais e sociais que o treinador consiga integrar na sua valorização como ser humano e cidadão. Saber treinar, aprende-se através de uma atitude que preza o saber que nos é transmitido em acções de formação, o saber adquirido na prática, o saber transmitido pelos outros treinadores, o saber discutido com os outros, o saber conseguido por muitas leituras, o saber alcançado pela reflexão, o saber divulgado pelas fontes do conhecimento científico e o saber criado pelos atletas" (Lima, 2000, p. 28).
Texto de Pedro Machado, 31/10/2008
Os Objectivos do Treinador de Jovens
A actividade desportiva para crianças e jovens é feita a sério quando prioritariamente nos preocupamos com os objectivos dessa actividade e com a satisfação que deve proporcionar a todas elas no domínio dos seus interesses e necessidades, isto é, quando a nossa actuação se subordina à finalidade última - contribuir e promover o desenvolvimento integral das crianças e jovens (Lima, 2000).
O treinador desempenha uma função central no desenvolvimento do jovem atleta, do ponto de vista físico, psicológico, emocional e social (Campbell, 1998). Uma vez que, comunica com os praticantes das mais diversas formas: através do interesse que demonstra pelos problemas pessoais de cada um, da justiça e da igualdade de tratamento que caracterizam as suas acções dentro e fora do treino, do recurso oportuno ao humor e à zanga, da confiança que lhes transmite mais pelos seus actos do que pelas palavras, do modo como corrige os erros e aplaude os sucessos ou os esforços que os praticantes fazem para os conseguirem alcançar, regulando deste modo a criação de um ambiente de treino, ao mesmo tempo alegre e sério, descontraído e concentrado (Adelino et al., 2000).
O treinador é uma "Figura Central" de um vasto e complexo sistema de relações e de influências que compõe a actividade desportiva (Pacheco, 2001). Ele é o mais poderoso agente de socialização, pois constitui no desporto infanto-juvenil o elemento nuclear do processo desportivo e é instrumento determinante da sua transformação (Gonçalves, 2004; IDP, 2004).
Desta forma, as tarefas do treinador de jovens são um desafio permanente, aliciante e ao mesmo tempo recompensador. Trata-se de uma oportunidade de moldar as vidas de muitos jovens dos quais alguns poderão vir a chegar a ser campeões mas muitos outros nunca conseguirão viver esse momento (Campbell, 1998).
Por isso, Wooden (1988, citado por Araújo, 1998, p. 184), afirma que os jovens precisam de modelos, não de críticas.Uma vez que, a maioria das pessoas aprende melhor seguindo um bom exemplo, do que através das palavras que lhe sejam ditas sobre a maneira correcta de agir (Adelino et al., 2000).
Tal significa que os treinadores devem conduzir o seu processo de treino baseado no exemplo das suas acções e comportamentos, o que implica a necessária coerência entre o discurso pedagógico e a prática, ou seja, passa substancialmente pelo exemplo, fundamentalmente, da sua prática, pela maneira como agem nos momentos de tomarem decisões, pelo modo com se comportam face a determinadas situações, fazendo apelo às suas convicções e valores (Gonçalves, 2004).
O treinador terá assim de ser um bom exemplo e um bom modelo:
- Deve ser o primeiro a evitar a violência e a cultivar o Fair-Play;
- Não deve incentivar os seus jogadores a utilizarem truques, agressões, expressões negativas ou malcriadas;
- Deve assumir sempre a responsabilidade pelos seus actos e comportamentos pessoais;- Deve estar permanentemente atento ao que se desenrola à sua volta, quer nos treinos quer nos jogos, ajustando rapidamente as suas decisões às situações que ocorram;
- Deve tomar decisões sempre a contento e a favor do colectivo, independentemente de colidirem com os interesses individuais de um ou outro dirigente ou pai;
- Deve estar sempre junto da equipa, independentemente dos prejuízos pessoais e de ordem familiar;
- Deve saber o que é valorizado muitas vezes, para os pais, dirigentes e público, são as vitórias, no entanto no futebol juvenil, tal situação não é a referência mais importante do sucesso.(Urbano, 2007)
Enquanto exemplo e modelo o treinador deve ainda transmitir, porque as pratica, as atitudes e comportamentos essenciais à aprendizagem e ao progresso:- Assiduidade e Pontualidade;- Gosto de aprender, saber fazer e fazer bem;- Participação disciplinada nos treinos e competições;- Empenho e persistência.(IDP, 2005; Urbano, 2007)
Assim sendo, o treinador, através de tudo aquilo que faz, educa e forma seres humanos, e constitui um modelo para todos aqueles com quem trabalha no dia a dia (Pacheco, 2001).
Pois, aquilo que o adulto diz e a maneira como ele age, irá determinar o comportamento do jovem, na medida que estes se encontram na fase de formação da sua personalidade e de aquisição de valores e referências determinantes para a sua vida futura (Campbell, 1998; Adelino et al., 2000; Pacheco, 2001).
O treinador nas suas relações com todos os que o rodeiam, deve ver a sua autoridade reconhecida, mais do que imposta (Araújo, 1998).
Deste modo, a determinação e empenho que o treinador coloca no seu trabalho com jovens, a seriedade e disciplina que exige durante a sessão de treino, não podem ser obstáculo a um tipo de relacionamento próximo e afectivo, em que o treinador procura interessar-se pelos problemas dos seus praticantes, manifestando gosto de conversar com eles e disponibilidade para abordar qualquer assunto (Adelino et al., 2000).
O educador de jovens deve ser moderado, tolerante e motivador, possuir conhecimentos de Futebol, mas que, para além disso, conheça as características dos jovens do seu escalão etário, por forma a que na sua intervenção pedagógica saiba o que deve ensinar, as exigências que pode colocar e aquilo que poderá vir a esperar dos seus atletas (Pacheco, 2001).
Pois, as suas funções ultrapassam substancialmente os aspectos relativos ao ensino da técnica e da táctica e ao desenvolvimento das suas qualidades físicas, abrangendo outras áreas não menos importantes, que podem condicionar o seu comportamento desportivo, mas de que é possível, igualmente, extrair reflexos para a sua vida de cidadão comum (Adelino et al., 2000; Gonçalves, 2004).
Referimo-nos as que se relacionam com as questões da ética, do espírito desportivo, da socialização das crianças e jovens (Gonçalves, 2004).
Ser treinador de jovens não se reduz apenas a intervir no ensino e aperfeiçoamento dos aspectos técnicos, tácticos, físicos e regulamentares de uma modalidade desportiva, mas envolve também, obrigatoriamente, a transmissão de atitudes, hábitos de trabalho e regras de comportamento e convivência que valorizem o jovem não só como praticante, mas simultaneamente, como indivíduo e cidadão (IDP, 2005).
O treinador deve assim, procurar contribuir para o crescimento dos seus atletas, enquanto atletas, mas sobretudo, como homens, Homens de valor e com valores (Mata, 2001, p. 2).
A prática desportiva deve assim constituir, para as crianças e jovens, um complemento importante da sua actividade escolar e não a sua ocupação ou centro de interesse exclusivo ou predominante (Adelino et al., 2000).
Segundo Adelino et al. (2000) e o IDP (2004), uma das responsabilidades do treinador é desenvolver no praticante o hábito de organizar o seu tempo, isto é, ensinar os jovens praticantes a articular de forma equilibrada, o horário escolar, o tempo de estudo, os treinos e as competições, o tempo livre e o repouso, permitindo assim, concretizar o potencial formativo e educativo do desporto juvenil. Ou seja, o treinador deve ajudar o praticante a organizar o seu regime de vida. Tendo em vista as exigências que hoje se colocam na preparação dos jovens que conseguem entrar no desporto de alto rendimento, eles precisam de ser ajudados a maximizar o seu tempo e nunca a sacrificar a sua educação ou as suas carreiras profissionais a fim de conseguirem ser "o melhor do que são capazes" (Campbell, 1998).
O treinador deve ter em conta que os resultados provenientes da sua intervenção têm profundos reflexos sociais pela influência educativa (ou deseducativa) que exercem nos jovens e nos adultos, quer sejam praticantes ou adeptos (Araújo, 1994).
Pois, mais e melhor formação escolar significam atletas melhor preparados para a vida extra-futebol, mas também melhor capacidade para entender o jogo e o processo de treino (Cardoso, 2008).
O papel do treinador nos escalões de formação será o de alimentar, apoiar e desenvolver todas as facetas das crianças no desempenho das suas tarefas e, acima de tudo, dar à prática desportiva um carácter de alegria e diversão (Campbell, 1998). Tendo como principal objectivo, contribuir para a formação adequada dos jovens, mas incentivando sempre o desejo e o gosto pela vitória, já que vencer é uma ambição de qualquer ser humano. Não se trata, contudo, de vencer a todo o custo, pondo em causa a formação dos jovens jogadores (Pacheco, 2001).
De seguida, apresentamos os objectivos específicos dos treinadores de jovens:
- Conhecer bem os jovens que treina, bem como as características das suas diferentes fases de desenvolvimento;
- Promover o seu desenvolvimento físico geral, de uma forma equilibrada e harmoniosa;
- Contribuir para o desenvolvimento das capacidades específicas (físicas, táctico-técnicas e psíquicas) do Futebol, de acordo com as capacidades e as necessidades dos jovens;
- Desenvolver o gosto e o hábito da prática desportiva regular;
- Orientar as expectativas dos jovens e dos seus familiares de uma forma realista;
- Garantir a aprendizagem e o aperfeiçoamento das técnicas básicas;
- Dirigir as suas acções, valorizando fundamentalmente o esforço e o progresso na aprendizagem, colocando em primeiro lugar os interesses dos atletas e só depois as vitórias da equipa.(Adelino et al., 2000; Pacheco, 2001)
É, pois importante ter-se consciência de que o conhecimento do significado e utilidade do que é ser treinador depende em grande parte da extensão e do nível de qualidade do seu desempenho (Urbano, 2007).
O sucesso de um treinador não se mede exclusivamente pelo número de vitórias ou derrotas que experimenta mas, sobretudo, pelos atributos que da sua acção resultam no desenvolvimento do sistema desportivo, das modalidades, dos atletas, dos outros treinadores, dirigentes e de todos os cidadãos em geral (Adelino et al., 1999).
Ser treinador de Futebol Infanto-Juvenil, é trabalhar sem relógio e ter todo o tempo disponível dedicado à formação dos jovens. É preciso ter paciência e perseverança, pois os frutos do trabalho desenvolvido só aparecerão a longo prazo (Ruiz, 1998, citado por Pacheco, 2001).
Texto de Pedro Machado, 10/12/2008
Espero que estes artigos tenham contribuído para esclarecer muito daquilo que é ou deveria ser a Formação e sobretudo os requisitos e as qualificações de quem deve ou deveria estar ligado a ela.
PORTIMONENSE - ATLETISMO: XXII Grande Prémio Praia da Salema
3 comentários Publicado por guetov ás 17:04Decorreu no passado Domingo, o XXII Grande Prémio Praia da Salema (Vila do Bispo), com a participação de quatro atletas do Portimonense: Bruno Varela, Rafael Martins, Paulo Jorge e Mamadu.
Séniores (7400m):
1º - Vitor Reis (Clube Recreativo Praia Salema), 21'58''
2º - Jorge Varela (Casa do Benfica de Faro), 22'26''
3º - Manuel Ferraz (Casa do benfica de Faro), 22'44''
4º - Dário Garcias (Casa do Benfica de Faro), 23'21''
5º - Paulo Soares (Casa do Benfica de Faro), 23'41''
17º - Bruno Varela (Portimonense), 27'38''
18º - Nélson Trindade (Juventude Desportiva Fontaínhas), 30'43''
Veteranos I (7400m):
1º - Igor Timbalari (Clube Areias de São João), 22'53''
2º - João Reis (Juventude Desportiva Fontaínhas), 27'28''
3º - Paulo Jorge (Portimonense), 30'41''
4º - Jorge Duarte (Olímpico Clube de Lagos), 33'40''
Veteranos III (7400m):
1º - Fernando Alves (Tartugas de Loulé), 27'15''
2º - Sérgio Costa (Olímpico Clube de Lagos), 27'17''
3º - Ilidio Campos (Núcleo Cultural de Odemira), 28'07''
7º - Mamadu (Portimonense), 40'11''
Juvenis (3200m):
1º - Carlos Valério (Núcleo de Atletismo Recreio Messejana), 8'18''
2º - Tiago Filhó (Clube Recreativo Desportivo Santaluziense), 8'32''
3º - Fábio Rocha (Sport Lagos e Benfica), 8'34''
4º - Rafael Martins (Portimonense), 8'40''
14º - Daniel Santos (Olímpico Clube de Lagos), 11'19''
Geral Colectiva:
1 - Olimpico Clube de Lagos 155
2 - Clube Recreiativo Cultural Desportivo Luzense 82
3 - Clube Recreativo Praia Salema 79
4 - Clube Areias de S. João 70
5 - Sporting Clube Lagoense 69
6 - Sport Lagos e Benfica - F 67
7 - Juventude Desportiva Fontainhas 59
8 - Núcleo de Atletismo Recreio Messejana 54
9 - Associação Cabo Verdiana do Algarve 52
10 - Casa Do Benfica de Faro 50
11 - Clube Desportivo Cultural da Nave 33
12 - Clube Recreativo Desportivo Santaluziense 32
13 - Tartugas de Loulé 27
14 - Portimonense 19
15 - Juventude Desportiva das Neves 19
16 - Academia Desportiva Cultural Praia Falésia 10
17 - Clube Recreativo Alturense 10
18 - Portucel - Setúbal 10
19 - Núcleo Cultural de Odemira 8
20 - Clube Atlético de Olhão 4
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