

"A 15 ans, on veut plaire ; à 20 ans, on doit plaire ; à 40 ans, on peut plaire ; mais ce n'est qu'à 30 ans qu'on sait plaire."
Jean-Gabriel Domergue
Allez les ecureils du Benin!





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Fabio Sapateiro, O Guarda-Redes!!!

Portimonenses, a primeira de 7 finais dos Juniores joga-se hoje, nos 2 Irmãos, e o seu apoio é indispensável!

CP. Stº Estêvão






BdP: Tu nasceste em Portugal ou na Bélgica? Que recordações tens de Portimão, das praias e será que te lembras de ver Cadorin a jogar pelo Portimonense?
SC: "Eu nasci na Bélgica mas cheguei a Portugal com apenas duas semanas de idade ! As minhas recordações dessa época são poucas, me lembro-me desse período quando vejo as fotos ou quando os meus pais falavam comigo da nossa vida em Portimão. Não me lembro de ver o meu pai jogar pelo Portimonense mas a minha mãe contou-me que eu ia muitas vezes aos treinos com o meu pai. Lembro muito bem que eu e a minha mãe escutávamos os relatos pela rádio no apartamento quando o meu pai jogava e cada vez que marcava nós gritávamos Gooooaaaaaaalllll e saltávamos por todo o lado! Lembranças muito boas… Disto lembro-me como se fosse ontem! Incrível não é? Eu era ainda tão pequenina!!!"
BdP: O teu pai deve ter ficado com imensas recordações da sua passagem por Portugal e mais concretamente por Portimão. Que histórias costumava ele contar e quais aquelas que te recordas melhor?
SC: "Quando o meu pai começava a falar dessa época, ninguém o conseguia fazer parar! Costumava falar dos inúmeros golos que marcava e mostrava sempre a fita (que vou te enviar para a semana!) com os jogos e reportagens em Portugal. Gostava de mostrar os artigos sobre ele publicados na Imprensa."

BdP: Outros dois jogadores chegaram ao Portimonense provenientes da Bélgica, Alain e Luciano D'Onofrio (este um ítalo-belga). O primeiro julgo que era um grande amigo do teu pai, o segundo ficou ligado a um incidente que nunca ficou bem explicado. Gostarias de deixar umas palavras sobre Alain e Luciano? O incidente ocorrido a Serge Cadorin no verão de 1986, depois de já ter assinado pelo Sporting foi apenas um infeliz acidente ou passou-se algo mais?
SC: "O Alain ficou um grande amigo do meu pai, sempre que vinha à Bégica vinha visitar-nos. Nós também o visitámos em sua casa, em Aveiro. O Alain e o meu pai tinham feito négocios juntos no final do ano passado. Quando soube da morte do meu pai, Alain voltou imediatamente para a Bélgica e trouxe um quadro do meu pai que ele tinha feito para nós! O quadro ficou lindíssimo! Luciano D’Onofrio fez uma tentiva de corrupção sobre um jogo do Portimonense contra o FC Porto (o meu pai fala disso numa reportagem que poderás ver no DVD). O incidente ocorrido no verão de 1986 foi apenas um infeliz acidente que acabou por ser dramático para a nossa família. Não se passou nada mais."
BdP: Sei que após ter abandonado o Futebol, Cadorin ficou ligado aos texteis, importando materiais de Guimarães, se não estou em erro e vendendo posteriormente em feiras na Bélgica. Sei também que ficou bem relacionado com Pimenta Machado, na altura Presidente do Vitória de Guimarães. Como surgiu esta ligação e como se passaram esses anos após o terminus da sua carreira?
SC: "Correcto, depois ter abandonado o Futebol, o meu pai trabalhou nas feiras vendendo texteis com a minha mãe. A ligação com Pimenta Machado surgiu atravês do jogador belga ligado ao Vitótoria de Guimarães, Patrick Asselman. O meu pai trabalhou para o Vitória de Guimarães, como olheiro, indicando jogadores e fez também algumas transferências de jogadores para o Marítimo. Os anos passados na Bélgica, após o final de carreira do meu pai, foram passados a trabalhar nas feiras. Voltámos algumas vezes a Portugal de férias. O meu pai tinha sempre vontade de ir passar férias a Portugal!"
BdP: Como acompanhou Cadorin o Futebol português após ter regressado à Bélgica? Com quem manteve contacto? Se acompanhou sempre a carreira do Portimonense e como assistiu ele à queda do clube nas divisões secundárias?
SC: "O meu pai ligava muitas vezes aos seus amigos de Portugal (nomeadamente Manuel João). Ele teve muita pena da queda do Portimonense."
BdP: Cadorin chegou a regressar a Portimão de férias ou a convite de alguma Direcção do Portimonense? E tu também já chegaste a voltar a Portugal e ao Algarve? Que recordações guardas tu deste local?
SC: "Nos voltámos muitas vezes a Portugal de férias. O meu pai queria sempre voltar a este país que adorava! Era o país dele, o país do coração dele! A última vez que eu fui a Portugal foi em Agosto de 2005 com a minha mãe e o meu irmão. O meu pai não foi dessa vez porque era a temporada alta nas feiras e tinha que ficar na Bélgica para trabalha. Mas voltou sózinho de férias também! Nós fomos convidados muitas vezes pelos amigos do meu pai. Tenho um monte de recordações de Portugal… Nem sei contar quais me marcaram mais !!!"
BdP: Na tua opinião, neste momento, se fosse vivo, o que é que o teu pai gostaria de dizer, de comentar sobre o Portimonense, que nunca o tenha feito em vida?
SC: "O meu pai simplesmente adorou Portugal e o Portimonense. Tenho a certeza que teria adorado passar os últimos momentos da vida dele neste país. Não sei o que ele poderia dizer agora que não tenha dito em vida porque falava sempre do Portimonense com muita adoração e paixão. Ele deve ter ficado muito triste da queda da carreira dele derivado do infeliz acidente."
BdP: Após encerrar a carreira Serge Cadorin ficou de alguma forma ligado ao Futebol? Ou apenas acompanhava o fenómeno futebolístico enquanto espectador?
SC: "Ele acompanhou o Futebol apenas enquanto espectador. O meu pai teria gostado que o meu irmão jogasse futebol como ele, o que não veio a acontecer, por falta de vontade deste último."

BdP: Para o teu pai qual foi o ponto alto da sua carreira? O tempo que passou no Portimonense e os golos que marcou? Ou as 37 vezes que foi Internacional pela Bélgica em Juniores e as 7 pela Selecção de Esperanças?
SC: "O ponto alto da carreira do meu pai foi a época antes do acidente quando era solicitado pelos grandes clubes de Portugal. A melhor época da vida do meu pai foi o tempo que passou no Portimonense e claro, os inúmeros golos que marcou."






Para a Sandy Cadorin e para a sua mãe deixo o meu agradecimento por terem aceite o meu convite. Posso adiantar que a Sandy respondeu a todas as perguntas em português.
Serge Cadorin continuará para sempre vivo na minha memória, marcando muitos golos e contribuindo para alegria de todos os Portimonenses. Nunca serás esquecido!